Perfil profissional

Abaixo você pode conferir as entrevistas dos alunos da disciplina de WebDesign com estudantes e profissionais do setor sobre as características e o cenário da profissão no Brasil.

Fernanda de  Souza Pimentel Teixeira, aluna do curso de Design da UDESC.
Entrevista por Ana Luiza Nascentes e Isadora Vicente.


Rodrigo Brito, sem formação, 14 anos trabalhando na área.
Entrevista por Michel Gomes

“Atuo na área desde 2001, onde conheci e me apaixonei pelos códigos HTML, CSS e edição de imagens. Como muitos web designers, iniciei criando Web sites pessoais para experimentar e aprender mais sobre o desenvolvimento. Após alguns anos estudando e fazendo trabalhos como freelancer, consegui um emprego em uma Agência Web, até iniciar a própria agência com dois grandes amigos – a Live Pixel, de Ribeirão Preto. Meu sonho era morar em Florianópolis e viver do que eu mais amo fazer e hoje esse sonho foi realizado. Estou na Ilha da Magia desde 2011, criando Web sites para meus clientes e para algumas Agências de publicidade daqui.”

Como entrou na área?
Entrei por curiosidade, por gostar mesmo. Sou autodidata.

Quais são as maiores dificuldades da profissão?
Sinceramente não vejo nenhuma. Se for um bom profissional terá trabalho em qualquer lugar. Conhecimento basta ter internet, existe material para tudo. E o mercado ainda está engatinhando no Brasil.

No processo de criação de um site, qual é a parte mais complicada?
A mais complicada é conseguir fazer com que o cliente deixe de lado o gosto pessoal para priorizar o projeto que realmente dê resultado em conformidade com o objetivo dele. Além também do cliente entender que o gosto pessoal dele não precisa necessariamente ser atendido.

Quais são as melhores plataformas atuais para criação de sites?
Wordpress é o melhor, porque existe uma comunidade de milhões de desenvolvedores no mundo todo, se ajudando e resolvendo os problemas, além de criando plugins que facilitam e agilizam o desenvolvimento. Além de ser 100% flexível. O desenvolvedor pode fazer o front-end (HTML, CSS e Javascript) da forma que quiser. E framework hoje temos a novidade do Google que é o Material Design Lite, que eu indico o pessoal a estudar e usar, porque é ótimo e é feito por quem manda na internet, ou seja, seu site ganhará pontos

Você tem alguma dica ou recado para quem está interessando na área?
O recado é: Vá fundo porque é um ótimo mercado, com um futuro gigante. Atualize-se sempre, faça um bom networking e o mais importante é – Atenda bem os seus clientes.
Portfólio: www.guigo.net


Rafael Roza, webdesigner e sócio na VY Ideias
Entrevista por Clara Comandolli de Souza

Onde você se formou?
Me formei há poucas semanas na Universidade Federal de Santa Catarina como Bacharel em Design.

Onde trabalha?
Sou sócio na VY Ideias, um coletivo fundado em 2015 com dois amigos que já atuavam na área de marketing e design. Nosso foco é o design digital, onde trabalhamos desde a parte de identidade visual até a criação de Lojas virtuais para vários clientes e parceiros. Trabalhamos no sistema de home-office.

Em que área do webdesign trabalha?
Como desenvolvo websites baseados em frameworks e em sistemas de gerenciamento de conteúdo (com ênfase no WordPress), pré-programados, a área que mais atuo no webdesign é o front-end, isto é, a parte visual das páginas, construídas por meio de códigos HTML, CSS e Javascript.

Já trabalhou em outras áreas do design?
Sim, na verdade ainda atuo em outras área do design, como a criação de marcas (branding) e design editorial (layouts para apresentações e documentos impressos).

Gosta de trabalhar com a web ou preferiria estar atuando como designer em algum outro segmento?
Gosto. Acredito que tenho mais afinidade com o webdesign pelo fato de ter cursado um Curso Técnico em Informática (com ênfase em Programação) antes do Design, no atual Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú (na época, Colégio Agrícola de Camboriú).

Quais as dificuldades e as partes boas dessa profissão?
As principais dificuldades envolvem: a desvalorização da profissão, em que muitos clientes e interessados em criar um website ou sistema para a web não estão dispostos a pagar por aquilo que levamos anos para aprender; as constantes mudanças nas linguagens, tecnologias e meios da programação web, em que devemos nos manter sempre atualizados; a falta de padronização dos dispositivos e navegadores de acesso à Internet, fazendo com que nem sempre uma página/layout carregue corretamente.

Você tem portfólio de webdesigner? Que tipo de material se coloca em um portfólio desses?
Tenho sim. Estou atualizando o website da VY Ideias (http://vyideias.com). Geralmente se colocam capturas de telas em que mostram os layouts e páginas de cada website desenvolvido. No caso de websites responsivos (que se adequam à vários dispositivos de acesso, incluindo smartphones e tablets), são feitas simulações em mock-ups.


Namiqiy, designer freelancer
Entrevista por Luan Poffo

O que te motivou a entrar na carreira de Web Designer?
Bem, desde de criança eu sempre gostei de desenhar e também sempre me interessei por tecnologia e tudo o que forma a web, e a partir de um momento na minha adolescência, esse interesse se tornou cada vez maior. Primeiro eu tentei entender como era formada a web, como os websites e aplicativos funcionavam e tudo o que estava por trás daquilo, seria o que os desenvolvedores chamam de “backend”, logo depois veio o interesse ao que está na frente, o “frontend”, como aquilo é feito, quem faz. Foi a partir desse momento que eu descobri o que eu realmente queria fazer, seguir. O que me motiva até hoje é a maneira de que uma interface ou mesmo a forma de um produto pode impactar na vida de uma pessoa, e como aquilo pode ajuda-lo no dia-a-dia e tornar a sua vida mais prática.

Quais os principais pontos positivos e negativos da profissão?
Eu ainda curso design, mas a principal reclamação que meus colegas expressam é que a profissão não é regulamentada aqui no Brasil, e o salario é baixo, muitos inclusive tendem a trabalhar também de freelancer.
Como está o mercado de trabalho quanto aos Web Designers? Lotado ou carente de profissionais?
O cenário no Brasil é pouco competitivo, apesar da profissão ser promissora, o país ainda é carente e o web design é desvalorizado.
Você é freelancer, trabalha para alguma empresa ou outra opção?
Eu estudo e sou freelancer, e atualmente também estou trabalhando em um projeto pessoal.
Onde se imagina profissionalmente daqui a 10 anos?
Haha,tem 2 empresas que eu amo pra caramba, Google e Microsoft, seria um sonho trabalhar em uma delas, principalmente na área de UX/UI, eu amo tudo que envolve design de interfaces, e é onde eu quero estar daqui a 10 anos.